preloader
Reconstrução do Paquete Funchal

Esta é a galeria mais completa sobre a reconstrução do Paquete Funchal e as únicas fotos feitas por encomenda directa da companhia que operou o navio entre 2013 e 2015.

Talvez um dos maiores desafios profissionais que já enfrentei, fotografar a reconstrução do Paquete Funchal foi, também, um dos maiores prazeres que já senti como fotógrafo. Acompanhar o renascer de um ícone dos mares, poder retratar um navio em mais um dos seus momentos importantes, fez deste projecto um orgulho imenso.

Aqui estão as fotos contratadas pela companhia de cruzeiros (extinta) Portuscale Cruises, que fizeram parte do portfólio oficial e do livro “Ser do Mar”, desde que foi rebocado do cais-ponte da Matinha, na zona oriental de Lisboa, até ao estaleiro da NavalRocha, junto à Rocha Conde de Óbdidos, onde esteve durante mais de dois meses, e as diferentes fases pelas quais passou durante esse tempo.

Breve História do “Funchal”

Construído em 1961, em Helsingor, Dinamarca, o Paquete Funchal começou por usado no serviço de carreira na rota das ilhas do Atlântico, ligando Lisboa, Açores e Madeira. Mais tarde esteve no serviço de carreira de África e serviu como iate presidencial. Arriscou-se a ficar esquecido após o desmembramento da marinha mercante portuguesa no início dos anos 80, não fosse a acção salvadora do armador grego Giorgios Potamianos, que o fretou e recolocou ao serviço após financiar a troca de máquina (de vapor para Diesel). A partir de 1984 o Funchal serviu como navio de cruzeiros, ao serviço da Arcália Shipping/Classic International Cruises (CIC), tendo sido alvo de várias remodelações estéticas e de estrutura. Em 2013, após a falência da CIC, o banco Montepio Geral decidiu cedê-lo, a par de outros três navios da CIC, à recém-criada Portuscale Cruises, que o reconstruiria e recolocaria ao serviço. A aventura não durou muito tempo e, desde 2015, o Funchal voltou ao cais-ponte da Matinha, onde já assistimos à sua venda por duas vezes, sem que nunca tenha regressado a cortar as ondas para que foi construído. Hoje aguarda mais uma venda, com o eterno sonho de voltar ao serviço, embora o mais provável seja o envio à sucata.

É um dos poucos navios de cruzeiro “clássicos” cujo nome nunca foi mudado e mantém na vante a imagem do brasão da cidade do Funchal que lhe dá o nome.

pt_PTPortuguês